sábado, 26 de junho de 2010

SAVIOLA, UM ANO "À BENFICA"

Faz um ano que Saviola nos presenteia com a sua presença, a 26 de Junho de 2009, "El Conejo" assina pelo Benfica, o próprio, confidenciou que nutre amor pelo Benfica. Falando por mim, estou convicto que o povo Benfiquista sente um imenso prazer pela presença do Saviola no clube, bem como se delicia com o seu futebol. Estamos perante um atleta de referência que valoriza o denominado desporto rei pela sua conduta dentro e fora do campo.
Os dias que vivemos, tal vento na tabela de Beaufort a zero na escala até doze, no que a assuntos além South Africa dizem respeito, traz-nos a lembrança da efeméride recheada de um suculento sabor, tal dieta mediterrânica nutrida de sudáveis componentes alimentares. É isso mesmo! Este jogador é sinonimo de umas boas azeitonas, vinho, azeite e pão. Com a bela sardinha a assar na brasa, acompanhada do pimento.

Viva o Benfica.

domingo, 20 de junho de 2010

ATÉ SEMPRE! JOSÉ SARAMAGO.

Secou uma proeminente fonte cristalina das palavras da lingua portuguesa, tais goticulas aos milhões a pender em lençol na azinhaga de carreira aos regaços, que formam as bermas dos nossos sonhos.
Um homem terreno, de sentimentos politicos e filosóficos. "Operário da escrita" de pensamento livre e desprendido de subserviências eternas ou ocasionais, tomava partido, teve mullher, familia, amigos, concordância, discordância, gostos e desgostos... José saramago foi uma personalidade arreigada aos seus valores, que teve também o seu clube de coração, uma instituição abrangente de todos os credos: o Sport Lisboa e Benfica.

Viva o Benfica.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

18 JUNHO 60º ANIVERSÁRIO DA CONQUISTA DA TAÇA LATINA

Há povos que têm desígnios para cumprir, estes mesmos povos têm pessoas com signos de destinos grandiosos e inexcedíveis. No renascentismo, o Portugal rústico esvaiu-se em arte e engenho para que com veleiros de 70 pés, uma vela grande e uma genoa aprarelhada no mastro e na retranca, vencem-se os mares às mãos de valentes marinheiros argutos aos ventos e temerários para com as tempestades, redescobrindo novos mundos e culturas. O Benfica e as suas pessoas são desta raça e imbuídas desta tempera com que se forjam grandes e gloriosos momentos, o Sport Lisboa e Benfica ao vencer a mitica e bela taça latina em 1950, iluminou o futebol Português e trilhou os rumos para os vindouros grandes feitos europeus e mundiais.

Bastos, Jacinto e Fernandes, Moreira, Felix e José da Costa, Corona, Arsénio, Júlio, Rogério e Rosário

A edição da taça latina jogada no estádio nacional, teve momentos excepcionais de rivalidade, competição e fulgor futebolistico. O Bordéus para chegar á final, venceu o Atlético de madrid por 4-2. O Sport Lisboa e Benfica bateu a Lazio de Roma por 3-0, a primeira das duas finais foi jogada a 11 de Junho de 1950 e a finalissima a 18 de Junho.

A forte equipa do bordeus

No primeiro jogo, o benfica esteve a ganhar por 2-0 com golos de Júlio e Corona. A reacção do bordeus revirou o resultado ainda na primeira parte com dois golos de Doye e um de Kargu, O Benfica a jogar a pressionar alcançou o empate por Pascoal aos 56 minutos. Ficou assim adiada a decisão para a finalissima de 18 de Junho, estava marcada a hora para um dos momentos mágicos de futebol e do Benfica.
O "hino ao futebol" iniciou-se com o Benfica a comandar as operações e a ser mais rematador, os postes e o guarda redes francês evitaram que o Benfica move-se o marcador. Sendo o futebol pródigo em "golos contra a corrente de jogo", o Bordéus através de Kargu colocaria a equipa francesa em vantagem aos oito minutos de jogo. O nosso Corona nas alturas, autor de um dos golos da primeira final

O golo do empate surgiria a 20 segundos dos 90 minutos, Arsénio tal mensageiro dos deuses do futebol, marcaria o golo do empate. Iria começar o banquete de estoicismo e raça à Benfica em forma de prolongamento, a equipa comandada pelo técnico Ted Smith, empolgada com o vislumbramento da taça; mas subjugada pelo desgaste muscular e carência da energia gasta ao longo dos 146 minutos de jogo, digladiava-se com a não menos estoica equipa francesa.

Arsénio, quando já poucos acreditavam: tal predador letal conseguiu levar o jogo a prolongamento


Com as sombras dos guerreiros a deitarem-se ao pôr do sol, Julinho: O nosso saudoso "Pipi" marcaria o golo que colocaria o Benfica no altar dos clubes de futebol do mundo. A festa foi imensa, "à Benfica". A europa do futebol nos dias seguintes teve tema de conversa, estava apresentado ao mundo o grande BENFICA.

Viva o Benfica.

terça-feira, 15 de junho de 2010

OS TITULOS DO POVO! 1949/50 AZIMUTES À TAÇA LATINA

Bastos, Rosa, Jacinto e Fernandes, Morerira, Felix, Francisco Ferreira (cap), Corona, Arsénio, Júlio, Pascoal e Rogério

O campeonato de 1949/50 foi um levantar ferro, com o rumo traçado à mitica taça latina. As quatro épocas transactas sem ganhar o titulo, foi o maior número de campeonatos seguidos que o Benfica esteve sem ganhar o ceptro Português até então.
Ted Smith foi o Mister que pôs fim ao jejum, até à data o Benfica tinha baseado a filosofia de comando técnico à velha escola "Magiar", com a entrada do Mister Ted Smith no manuseamento do futebol Benfiquista, foram introduzidos e aferidos outros processos de Jogo. O novo Mister jogou no Millwall durante dezassete anos, após deixar de jogar formou-se como treinador na Associação de futebol Inglesa. Veio para o Benfica com a função de coadjuvar o Mister Lipo Hertzka, pegou o leme da equipa nesta época integrado e conhecedor do futebol Português pela mão do Mister Lipo Hertzka e Cândido tavares. Após a conquista do campeonato, o "Manager" triunfou na mitica e histórica taça latina, o 1º grande troféu internacional do futebol Português.

Ted Smith, à esquerda. O "Manager" da taça latina.

Com muitas alterações, onde se destaca a despedida do saudoso Espirito Santo, o mais eclético dos desportistas Portugueses. O Benfica fez um arranque de campeonato fugaz de quatro vitórias seguidas, após um empate em casa com a académica: o glorioso tem oito vitórias seguidas. O campeonato ficou decidido para o maior clube Português bem antes do seu final, quando à 23ª jornada o Benfica se deslocou a casa do Sporting dos cinco violinos com oito pontos de vantagem, a derrota por 3-2 nada alterou no que toca ao desfecho do campeonato.






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Bastos, guarda redes antecessor e exemplo de Costa Pereira. Felix Antunes, defesa central de qualidade mundial.
À 26ª e última jornada, a 7 de Maio de 1950. O Benfica deslocou-se à Covilhã já campeão, triunfou por 4-3. Com esta vitória no campeonato, teve acesso à taça latina. prova que se viria disputar daí a um mês, o futebol Português estava prestes a viver o seu primeiro grande epicismo internacional pelas mãos do Sport Lisboa e Benfica.
Viva o Benfica

segunda-feira, 14 de junho de 2010

OS TITULOS DO POVO! 1944/45. 6º EM 11 EDIÇÕES

O Mister Biri vence nesta época o seu terceiro campeonato no comando do Benfica, o seu antecessor, Lipo Herckza igualou a marca dos três titulos. Dois grandes senhores que devemos continuar a homenagear e recordar.


Rosa, Gaspar e Cerqueira, Albino, Moreira e Francisco Ferreira, Espiri Santo Mário Rui, Arsénio, Teixeira e Rogério





A edição de 44/45 teve muitos golos, o Benfica viu-se por diversas vezes em desvantagem. Mais precisamente por oito vezes, em cinco conseguiu dar a volta ao resultado. Em relação à equipa campeã anterior, houve algumas alterações: Espirito Santo regressado após doença, ocupou o lugar de ponta direita. Arsénio substituiu o médio direito Nelo e o grande goleador Valadas cedeu naturalmente o lugar a Rogério. O Benfica concluiu o campeonato com uma grande perfomance, conhecidos como os "diabos vermelhos", a linha avançada do Benfica nos últimos quatro jogos festejou o golo por 25 vezes.



Arsénio, autor de 220 golos pelo Benfica em 12 épocas. Pelo seu posicionamento e sentido matador dentro da grande área, deu nome à capa da revista acima exposta.


Rogério, carinhosamente apelidado de "Pipi". Os golos deste internacional Benfiquista são de um contributo inegualável para a gloria do nosso Benfica, o futuro estava à sua espera para lhe colocar nas mãos uma doçura eterna.


O Sport Lisboa e Benfica consagrou-se o campeão de 1944/45, em 18 jogos: 14 vitórias, 2 empates e duas derrotas. Somando 30 pontos, mais três que Sporting e Belenenses.


Viva o Benfica.

sábado, 12 de junho de 2010

OS TITULOS DO POVO! O BI COM A 1ª "DOBRADINHA" 1942/32

Num campeonato muito disputado, os três primeiros clubes terminaram separados por um ponto. 1ºBenfica - 30 pontos, 2ºSporting - 29 e 3ºBelenenses - 28, com uma vitória por 5-2 na final da taça ante o V.Setubal o Benfica carimba a primeira "dobradinha". Há que recordar e homenagear a 5ª jornada a 7 de Fevereiro de 1943, num campo grande à pinha: o Benfica goleou o fcp por 12-2, quem nesta tarde estava no estádio tal guerreiros em dia de S. Crispim vide Henrique V- Shakespeare. Saiu do recinto com a sensação que pecou por escasso, tal não foi o dominio do Benfica.


Martins, Gaspar e César Ferreira, Jordão, Albino e Francisco Ferreira, Manuel da Costa, Nelo, Júlio, Teixeira e Valadas

Neste 1º ano do Julinho e do Rogério no Benfica, destacaram-se também Manuel da Costa, Martins e Alcobia. Já estava em estado embrionário a equipe que viria a ganhar a mitica taça latina, Em minha opinião: este troféu é a anunciação do grande e fabuloso Benfica Europeu. Sobre esta vitória, falarei mais adiante nos "titulos do povo". Este 5º titulo disputadissimo ficou práticamente decidido no derby da penúltima jornada, com uma vitória por 2-1 ante o rival vizinho. O Benfica fechou a contenda a seu favor na seguinte e última jornada em Coimbra, com uma vitória por 4-3 à Académica.




Julinho, com o manto sagrado tal capa de héroi. Apontou golos que os meus bisnetos hão-de ensinar os seus netos a agradecer.

Viva o Benfica.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

OS TITULOS DO POVO BI(RI) 1941/42 - 1942/43 continuação



Continuando o previlégio à escola magiar, o Benfica na época de 40/41 contratou Janos Biri. Sanadas as questões estruturais de instalações e cariz financeiro, os resultados desportivos surgiram naturalmente na época de 1941/1942 e 1942/43 com o bicampeonato sob a batuta do Mister Biri, este senhor no verdadeiro intrínseco sentido da palavra chegou a Portugal em 1933, contratado pelo Boavista FC para a posição de guarda redes. À época foi considerado o melhor guarda redes a jogar em Portugal, Quando em 1940 o Sport Lisboa e Benfica o convidou para treinar o Benfica, o Mister encetou um trabalho exemplar quer no aspecto desportivo quer no humano.

A devida e correcta análise à entrada do Mister no Benfica, resulta na conclusão que Biri foi o homem certo na altura certa. O mister era muito meticuloso e constantemente parava os treinos para corrigir jogadas e posições, trabalhava imenso as bolas paradas, conseguindo que a sua equipe nos jogos desenhasse jogadas de bonito recorte técnico.

O campeonato de 41/42 teve um começo com três vitórias noutros tantos jogos, o que balanceou o Glorioso para um campeonato bem conseguido e de elevada qualidade, o nº de clubes passou de oito para doze. Tal facto associado à disciplina e rigor táctico que imperava no grupo, bem como a qualidade de grandes jogadores como: Francisco Ferreira, Nelo, Francisco Rodrigues e Valadas. Culminou com o titulo arrecadado a três jornadas do fim, tendo como premeio um intenso derby jogado no campo grande iluminado por uma reviravolta de 1-3 para 4-3.



Valadas com os golos decisivos e Francisco Ferreira com o seu futebol perfumado, ajudaram esta equipe a inalar classe.

O campeonato terminou com uma vantagem de quatro pontos sobre o eterno rival Sporting e oito para o belenenses.

Martins, Gaspar e Ricardo Freire, César Ferreira, Albino e Francisco Ferreira, Manuel da Costa, Nelo, Rodrigues, Teixeira e Valadas.


Viva o Benfica.